Maio. Mês de Maria e da mãe. Mês da Maria que é a minha mãe. Da que sempre cuidou, que ainda cuida e que, aconteça o que acontecer e enquanto puder, nunca me deixará cair. Podem dizer que não, mas a ligação de uma mãe com os seus filhos é diferente da do pai. Não porque ela goste mais do que ele, mas porque há um cordão umbilical que perdura. A Maria, a minha mãe, é incansável. Não só comigo mas com toda a gente. Quase sempre se esquece de si. Quase sempre põe à sua frente tudo e todos. É mais forte do que ela. Gosta de ajudar e por vezes consegue o impossível pelos outros. Até tirar as nódoas mais difíceis da roupa cá de casa! Bebi-lhe o feitio e sempre fomos muito cúmplices. Lembro-me das idas a pé para casa, depois de, já tarde, me ir buscar ao infantário, de passarmos pelos mesmos sítios todos os dias, de, apesar de o sabermos, dizermos quase sempre o mesmo durante o percurso. De descermos a nossa rua tentando adivinhar se o carro do pai estava estacionado junto à porta, o que era sinal que já tinha chegado e que o jantar já estava pronto. Das vezes que a chamei pela noite dentro para me preparar o Nestum Mel, que ainda hoje me faz salivar. Vibrei em todas as suas aulas de condução e das vezes que a lembrei que o travão de mão ainda estava acionado. Depois, foi vê-la ganhar confiança e orgulhar-me de a ver ir, sozinha, levar-me à escola e a passear todos os fins de semana a casa de todos os primos mais próximos. Mais tarde, deixar-me, também, conduzir quando ainda nem tinha idade para isso, e arriscar, arriscar muito… E aqui estou. Homem feito, com o feitio dela, com o que de melhor me soube dar. O seu exemplo! De energia, de entrega e dedicação, a tudo e a todos! Gosto do que soube e sabe ser e a forma como se reinventa para se tornar maior. Obrigado, mãe, por seres quem és e pelo que fazes por todos nós! Neste dia, todos os dias!