Já tardava aquele que é o último post sobre a nossa aventura na ilha da Madeira. O terceiro dia foi reservado à parte oriental da ilha. Para variar um pouco, a manhã começou com mais uma viagem, a subir, para visitar o terceiro pico mais alto da ilha, com uma altitude de 1810 metros, o famoso Pico do Arieiro. À medida que íamos subindo, mais próximos das nuvens ficávamos e chegámos mesmo a estar acima delas, pelo que podemos até dizer que andámos mesmo nas nuvens. O Pico do Arieiro, por ter fácil acesso, é um dos locais mais visitados da ilha. Os seus trilhos, sob as formações rochosas, proporcionam uma experiência única, contando com uma vista arrebatadora. Tivemos direito a neve e tudo, o que tornou o momento ainda mais especial. Lá no cimo, sobressai um edifício com um formato original, uma estação de radar da Força Aérea para controlo aéreo, construído em 2011.

Apesar do frio da montanha, valeu a pena a experiência! Seguimos viagem e parámos em Ribeiro Frio, uma parque natural situado a norte da ilha, em plena floresta Laurissilva. Nesta localidade, existe o Posto Aquícola do Ribeiro Frio, que produz trutas para o repovoamento das linhas de água da Madeira.

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Aproximava-se a hora de conheceremos a vila mais conhecida da ilha, Santana, de onde são típicas as casas triangulares, com telhados de colmo, e que fazem parte do imaginário de qualquer português. Estas casas, designadas por palheiros, tiveram a sua origem no século XVI e utilizavam na sua construção as matérias primas mais abundantes na altura, a madeira e a palha, adequadas ao frio do inverno e ao quente do verão. A forma triangular da cobertura tinha como objetivo um maior e melhor escoamento da água da chuva. No seu interior, geralmente tinham dois pisos: o de baixo, composto por uma sala e dois quartos, e o de cima, que servia para arrumos ou para o quarto das crianças.

Depois de um almoço em Caniçal fomos visitar a ponta mais a leste da ilha, a Ponta de São Lourenço. Em plena reserva natural, este local proporciona vistas panorâmicas fabulosas do Oceano Atlântico. Os trilhos nas formações rochosas são uma excelente opção para uma caminhada.

Já de regresso à cidade do Funchal, ainda parámos em Machico, cidade histórica por ter sido a primeira capital da ilha aquando da sua colonização. Constitui uma importante zona balnear vigiada, apesar de não haver areal.

Acabámos o dia no Funchal, percorrendo as ruas sem querer chegar a lado nenhum, perdidos no tempo, sem horários, sem stresse, sem rotinas, querendo eternizar o momento a três. Hoje, já no continente e à distância de duas horas, recordamos com saudade esta ilha, que também é nossa! É Portugal, e está tudo dito!