Madeira Ocidental

O segundo dia foi dedicado à parte ocidental desta ilha que já nos tinha conquistado no dia anterior. A manhã começou solarenga e iniciámos o passeio pela subida à Eira do Serrado, um dos pontos mais altos da ilha, com olhos postos no Curral das Freiras. No caminho, uma paragem pelo Miradouro do Pico dos Barcelos, na freguesia de Santo António. Este miradouro, construído em 1950, foi recentemente reabilitado. A uma altura de 355 metros é possível ter uma panorâmica sobre a cidade do Funchal com as ilhas Desertas no horizonte.

A visita a Curral das Freiras não pode dissociar-se da subida à Eira do Serrado, de onde é possível observar, a uma altura de 1095 metros, toda a aldeia onde, noutros tempos, se escondiam as freiras do Convento de Santa Clara, da cidade do Funchal, sempre que os piratas atacavam a ilha. É um dos locais mais bonitos da ilha.

Depois de percorrida a Serra de Água, com passagem pela Boca da Encumeada, parámos a norte da ilha, em São Vicente. Nesta vila, é possível visitar as Grutas de São Vicente, onde foram encontrados, no século XIX, canais subterrâneos de lava resultantes de erupções ocorridas há milhares de anos. Na marginal, é possível ver uma capela, construída em 1694, no local exato onde dizem que São Vicente apareceu.

A paragem seguinte foi talvez o ponto alto deste segundo dia de passeio, Porto Moniz. Este município mais a noroeste da ilha combina uma ativa povoação agrícola no alto, à volta da igreja, com uma povoação mais abaixo dedicada à restauração e aos banhos. Embora o tempo não o permitisse, vontade não faltou de mergulhar nas águas das piscinas naturais de origem vulcânica, muito populares entre locais e visitantes na época de Verão. Nesta vila é, ainda, possível visitar o Aquário da Madeira, com mais de 70 espécies que se encontram nos mares da Madeira, e o Centro de Ciência Viva, com exposições e atividades para todas as idades. Tempo para um almoço reforçado onde o peixe não podia faltar.

Já de tarde, visitámos a ponta mais ocidental da Madeira, a Ponta do Pargo, o melhor local para observar a rebentação das ondas nos penhascos altos da costa. No cimo do penhasco, ergue-se um farol datado do início do século XX.

A nossa volta ainda passaria por Paúl do Mar e Jardim do Mar, povoações piscatórias e onde se realizam importantes campeonatos de surf. Alguns surfistas aproveitavam o final da tarde para os seus treinos.

O dia não podia acabar sem outra passagem pela Ponta do Sol. Por do sol e gelado foram a combinação perfeita para acabar o dia!