25 anos! A 6 de outubro de 1992, há 25 anos, a SIC emitia pela primeira vez e abria o leque das televisões generalistas que hoje conhecemos. Até aí, o monopólio sem concorrência pertencia à RTP. Até aí, a escolha variava entre duas possibilidades: televisão ligada na RTP, ou televisão desligada. Claro que não esquecemos de programas como o 1,2,3, ou a Arca de Noé, passando pela hora sagrada do Festival da Canção e do Totoloto. Mas naquele dia, tudo mudou! Estou convencido que vivemos a mesma sensação que os nossos pais, uns anos atrás, quando começaram a ter televisores em casa. Mesmo assim, continuaram a existir famílias que utilizavam as dos estabelecimentos comerciais para ver episódios de novelas do outro lado do Atlântico, ou emissões do Festival da Canção que era o acontecimento do ano! A SIC, por ser novidade, iniciou um percurso brilhante e trouxe à antena programas que conseguiram reunir famílias, fazendo vibrar o espectador e agarrando audiências. A tarefa não era difícil, habituados que estávamos a apenas um canal. Contudo, tudo era fresco, moderno e muito à frente daquele tempo. Tenho na memória programas como Caça ao Tesouro, Chuva de Estrelas, Ponto de Encontro, A noite da Má Língua, Muita Louco, Não se esqueça da Escova de Dentes, Agora ou Nunca, Buéréré, All you need is Love, Surprise Show, Big Show SIC, Perdoa-me, O Juiz Decide, enfim, uma série deles que, apesar de, hoje em dia, estando no ar poderiam dar num grande flop, na altura, prendiam a atenção e fidelizavam o espectador. Claro que cada programa teve os seus rostos e, daquela casa, surgiram grandes nomes da apresentação. Uns ainda por lá andam, outros seguiram para outros projetos. Os anos foram passando e com eles novos canais surgiram, sendo a TVI o exemplo que nos ocorre mais facilmente. A SIC foi perdendo, aos poucos, o seu “estado de graça”. Infelizmente, a concorrência dos reality foi arrasadora para as demais estações. No entanto, a SIC ainda marca pela diferença, pela frescura e pela novidade. Os tempos não são fáceis, ainda por cima quando acrescentamos a possibilidade de cada espectador contruir o seu próprio canal com os conteúdos de que mais gosta. Gostava de voltar aos serões em família a ver programas que agarram! Os concursos, as competições, uns Jogos Sem Fronteiras reinventados… Os outros, já lá vão! E também já passaram 25 anos desta televisão que é verdade, é de todos nós!