Já passou, a festa! E foi vê-la passar a voar! Chegou ao fim a edição 73 da Feira das Colheitas. Fundada em 1944, pela mão do então presidente da Câmara de Arouca, António de Almeida Brandão, o evento veio salvar a terra da escassez do pão, alimento essencial para as gentes dos campos, e de outras privações provocadas pela especulação dos preços. Apesar da posição neutral de Portugal, estávamos em plena Grande Guerra. Era urgente fomentar a produção agrícola, nomeadamente a de cereais, ingrediente fundamental para a produção do pão. Apoiado pela referida Câmara, o Grémio da Lavoura levou a cabo uma série de iniciativas tendo em vista aquele objetivo. Surge, assim, a Feira e com ela concursos que premeiam o melhor da terra: a melhor seara, a melhor fruta, a melhor adega e o melhor linho. Mais tarde viria a juntar-se ao certame o concurso de melhor raça bovina arouquesa. O sucesso alcançado foi tal que Arouca passou a exportar cereais. Da Feira fazem ainda parte exposições de materiais e produtos agrícolas assim como de peças de artesanato. A todo este programa juntou-se a vontade de fazer renascer as mais antigas tradições populares como é o caso do folclore, chamando à Festa as pessoas de todos os lugares do concelho. A Feira era assim a celebração do trabalho de um ano, das jornadas de sol a sol, por vezes cinzentas mas cheias de esperança. Nestes dias, brindava-se ao que se colhia no final de um ano sempre a semear! Os anos passaram, as tradições tentam manter-se vivas e vão-se adaptando aos novos tempos, mas a essência está lá: os concursos, as exposições, o gado, os materiais e produtos agrícolas, o brinde à vida cheia de colheitas que não têm que ser necessariamente da terra! As tasquinhas com o melhor da gastronomia local, a música e o fogo de artifício!A vila enche-se de gente. É a festa das multidões! Multidões cada vez maiores! É a maior das festas! A Festa Maior! 

Foto: App Feira das Colheitas 2017