Sempre que se proporciona gosto de visitar Fátima. Sinto-me bem ali, não pelo comércio, pelo aproveitamento do outro nas suas fragilidades ou pela riqueza ostentada. A minha Fátima é o local onde a esperança, a comunhão, a paz, o amor e a fé se revelam na sua plenitude. Eu sou um homem de fé e sinto-me um privilegiado por isso. Só quem a tem percebe! Mas não foi para falar sobre crenças e religião que resolvi escrever este post. Por ocasião das comemorações do Centenário das Aparições, foi noticiado o trabalho realizado por Joana Vasconcelos para assinalar a data. A artista plástica, cujos trabalhos me prendem a atenção, foi convidada pela reitoria do Santuário de Fátima para um desafio fora do comum que marcasse as ditas comemorações. Tal desafio traduziu-se na construção de um terço gigante, em resina de polietileno, com iluminação LED e 26 metros de altura.

A peça, batizada por ‘Suspensão’, pretende refletir a relação entre o céu, a terra e a luz, fazendo passar uma mensagem de paz, de tolerância e de amor para o mundo. A obra ganhou ainda mais destaque com a visita do Papa Francisco ao Santuário, iluminando-se à sua passagem, à noite no recinto. Nesta última vez que visitei o Santuário conheci ao vivo tamanha peça. Afinal (de) contas é arte!