A 12 de agosto de 1981 a IBM lançou o primeiro computador pensado não só como ferramenta de trabalho mas também de lazer. O modelo apresentado pela marca era o IBM PC 5150 e tornou-se um sucesso de vendas, sendo lider do mercado até 1994, altura em que foi ultrapassada pela HP. Aquele primeiro modelo tinha apenas 16 KB de memória RAM e 40 KB de disco rígido. Hoje, os mais simples smartphones e notebooks do mercado, superam em muito estes valores de capacidade de memória. Para acompanhar este avanço tecnológico do hardware foi necessário desenvolver programas específicos de software. Surge então a Microsoft que desenvolveu os primeiros programas que permitiram atingir o principal objetivo deste tipo de computadores: o uso doméstico. DOS e Windows começam a ser pensados, desenvolvidos e usados com a ajuda de Bill Gates que fez com que, ainda hoje, a Microsoft domine a computação pessoal em todo o mundo.

Estávamos em 1990, quando muito 1991, frequentava a terceira ou a quarta classe, e lembro-me que a minha escola primária foi equipada com computadores em algumas salas, nomeadamente aquela em que eu tinha aulas. Aquela nova ferramenta de trabalho era, até ali, uma ilusão. Quase que garanto que ninguém tinha computador em casa e trabalhar com aquilo era um fenómeno, muito raro! O computador, que lembro ser da HP, estava no fundo da sala, dentro de um armário de metal que fechava com aloquete. Já aí se vê o valor que se dava à máquina!

Lembro-me que havia um momento semanal para a turma utilizar o computador. Claro que só alguns eram contemplados, uns sempre, outros esporadicamente, consoante o à vontade demonstrado perante aquela “ave rara”. Na altura, sem nada nos ensinarem iamos seguindo o que a intuição nos dizia. E aprendemos! Num certo dia, a professora pediu a cada um de nós para fazermos um desenho de um computador. Aquele que desenhasse melhor seria o próximo a ir ao computador passar a ementa da escola para afixar. E lá fui eu, feliz por conseguir uns minutos com aquilo a que agora dedicamos horas a fio das nossas vidas. É uma memória (tecnológica) de infância. Uma boa memória, e feliz memória! Deste género, da tecnológica, lembro-me também do primeiro computador que tive, no meu sétimo ano, em 1994. As potencialidades do computador já estavam mais desenvolvidas, a memória tinha mais capacidade, as disquetes passaram de 5 para 3 polegadas e o próprio Windows já iria na versão 3.0. Daí a um ano surgiria o Windows 95. Comparando com tudo que existe no mercado atualmente, aquilo não era quase nada mas foi importante para chegarmos onde chegamos. E acho que em tudo na vida é assim: para construirmos o futuro, temos que trabalhar, no presente, as experiências do passado! Só assim evoluímos, mas nunca esquecendo o que fomos!